Casa Banha, o sabor da tradição alentejana
A gastronomia alentejana nasceu da terra, do tempo e da necessidade. Foi-se construindo com aquilo que a natureza oferecia e com a sabedoria simples de quem aprendeu a transformar recursos humildes em sabores inesquecíveis. Entre planícies, montados e aldeias, o porco tornou-se parte essencial da vida familiar e da identidade alimentar do Alentejo.
Durante gerações, quase todas as casas tinham o seu porco, criado com o que a terra dava: a bolota dos sobreiros, as ervas espontâneas do campo e os restos da alimentação doméstica. Era um animal de proximidade, de sustento e de partilha. A sua carne foi, durante muito tempo, uma das bases da alimentação do alentejano rural, marcando a mesa, o calendário e os costumes de muitas famílias.
A matança do porco era mais do que uma tarefa. Era um momento de encontro, entreajuda e convívio, onde vizinhos e familiares se reuniam para trabalhar, conversar e partilhar. Nada se desperdiçava. Do sangue à tripa, do pé à orelha, do osso ao couro, tudo era aproveitado com respeito, engenho e conhecimento.
Numa época em que não existiam as facilidades de conservação que hoje conhecemos, o povo alentejano desenvolveu formas próprias de preservar a carne e os seus derivados. A salgadeira, o fumeiro e a fritura tornaram-se técnicas fundamentais, passadas de geração em geração, garantindo alimento ao longo do ano e dando origem a alguns dos sabores mais autênticos da cozinha tradicional portuguesa.
Na Casa Banha, mantemos viva essa herança. Honramos o saber antigo, respeitamos os processos tradicionais e preservamos os sabores que fazem parte da memória do Alentejo. O que fazemos é mais do que produzir alimentos: é perpetuar uma cultura, valorizar uma história e levar à mesa o sabor genuíno da tradição alentejana.